Mercado interrompe rali



Diante da agenda econômica fraca, no Brasil e no exterior, e sem um “empurrãozinho” da China, o mercado financeiro sucumbe e abre espaço para uma realização de lucros hoje, um dia após a Bolsa eletrônica Nasdaq cravar novo recorde de alta e de o Ibovespa encerrar próximo à simbólica marca dos 100 mil pontos. A ausência de novidades no radar deixa os ativos de risco reféns da evolução da pandemia de coronavírus.


Por aqui, os investidores monitoram o estado de saúde do presidente Jair Bolsonaro. Com febre e dores no corpo, o presidente aguarda o resultado do teste para detecção da covid-19, que já contaminou mais de 1,6 milhão de pessoas no país, matando 65,5 mil. A apoiadores, ele afirmou que “está tudo bem”, mas cancelou os compromissos da manhã de hoje e deve ficar em casa, no Palácio do Alvorada.


Aliás, a evolução dos casos da doença no mundo continua no radar, com a expansão de surtos minando a esperança de uma rápida e acentuada recuperação econômica global. O mercado financeiro até que tenta se esquivar do ressurgimento da covid-19 em vários lugares após a retomada da atividade, mas sabe que enquanto a pandemia não for endereçada de maneira estrutural, a economia tende a andar de forma lenta e gradual.


Os investidores ainda confiam em uma recuperação sob a forma de “V”, impulsionada pelos estímulos monetários e fiscais de bancos centrais e governos, mas estão oscilando entre o otimismo com a reabertura das economias e o risco de uma segunda onda de contágio, que pode levar ao endurecimento do contato social. No Brasil, a reabertura da economia é mais perigosa, já que ainda nem a primeira onda chegou ao fim.


Essa percepção interrompeu o rali visto ontem nos mercados globais, com os investidores recompondo o fôlego e reduzindo o apetite por ativos de risco. O sinal negativo é visto desde a Ásia - exceto Xangai, que subiu pelo sexto dia (+0,4%) - passando pela Europa até chegar em Nova York, onde as perdas são moderadas. Já o dólar interrompe cinco quedas seguidas em relação a uma cesta de moedas, o que enfraquece o petróleo.


Ontem, porém, a moeda norte-americana encerrou em alta em relação ao real, colado à faixa de R$ 5,35, depois de ter caído próximo à marca de R$ 5,25, no nível mais baixo da sessão. O movimento reforça análise de que o mercado doméstico de câmbio tem tido mais dificuldade em acompanhar o bom humor externo do que a Bolsa brasileira, em meio a um intenso vaivém.


Dia de agenda fraca


A agenda econômica do dia traz como destaque apenas o relatório Jolts (11h) sobre as contratações e demissões nos Estados Unidos referente ao mês de maio.


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