Heil Trump


Enjaulam-se crianças. Derrubam-se pontes para a construção de muros. Faz-se guerra comercial. Destrói-se qualquer tipo de acordo construtivo.


A “América” primeiro e danem-se a tolerância, a humanidade, a sensatez, a construção da paz, do consenso, a preservação do ambiente e todo o resto.


Donald Trump é um cataclismo global em andamento.


Para alguns ainda não caiu a ficha de que o atual líder (!?) da maior potência militar da história conhecida não passa de um psicopata imaturo e birrento.


Você aí preocupado com a biribinha nuclear do Kim quando o maior arsenal atômico mundo está a um surto de distância de um sujeito personalista, instável e que preza o poder pelo poder.


Alertas não faltaram. Só não viu quem não quis.


Funcionassem realmente as instituições do grande irmão do norte e o Colégio Eleitoral teria, conforme autoridade a este atribuída, barrado a eleição do candidato menos votado (sim, ele recebeu quase 3 milhões de votos a menos do que Hillary Clinton, mas na “democracia” norte-americana o voto popular é como o gol para Parreira: um detalhe) e também mais perigoso para a sociedade. Hillary seria ao menos a representação do mal como já o conhecíamos.


Mas as instituições não resistem a certas tentações, seja qual for o país. E como resultado da falta de tolerância zero com a intolerância, o selvagem do capital revela-se inimigo mortal não apenas da democracia, mas da humanidade como um todo.


Esqueça o ganha-ganha, ou até mesmo o perde-ganha. Com Donald Trump no poder a certeza é de perde-perde.


Guerras – seja de qual natureza forem – não têm vencedores. O que dizer então de uma guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo?


O Neymar da Casa Branca toca as relações com os demais países tão vulgar e desonestamente quanto tocava uma de suas empresas. De tacão na mão, latia e gritava com seus fornecedores e depois os pagava parcialmente apenas por achar que podia.


Agora de canhão na mão, Trump pode até achar que a China vai negociar com uma arma apontada para sua cabeça. Mas ela não vai.


Os chineses conhecem a própria história de cor e salteado. E têm consciência do preço que se paga quando se fica de joelhos para potências estrangeiras. Até conheço quem ache legal ficar de joelho pra gringo em troca de vantagens de curto prazo, mas nenhum chinês. E as opções dos chineses podem até parecer limitadas, mas eles sabem identificar um ponto de não-retorno.


E nessa briga de cachorro grande entre a sabedoria milenar dos chineses e a estupidez beligerante de Trump, ou o americano baixa o canhão ou a tendência é a de uma inevitável derrota mútua capaz de espalhar seus efeitos colaterais para muito além das fronteiras de EUA e China.


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