Maia promete reforma ainda em dezembro

04.12.2017

 

A semana começa com notícias favoráveis ao governo em relação à reforma da Previdência, o que deve desfazer a postura defensiva dos investidores. Após intensas negociações com a base aliada, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, manteve viva as chances de votar a matéria na Casa ainda em dezembro, o que pode recuperar alguma esperança dos mercados domésticos quanto a um desfecho positivo antes do fim do ano.

 

O presidente Michel Temer reuniu-se com ministros, deputados e presidentes de partidos no domingo, durante um almoço no Palácio da Alvorada e depois em um jantar oferecido por Maia, e recebeu dos aliados a promessa de que vão trabalhar junto às bancadas para garantir o apoio ao governo na votação do projeto. Mais um jantar deve ser marcado nos próximos dias para discutir a aprovação da reforma.

 

No sábado, Temer se encontrou com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, com quem discutiu o desembarque do PSDB do governo. A negociação é para uma saída menos traumática possível, de modo que os tucanos votem a favor das novas regras para a aposentadoria. O governo precisa de 308 deputados e só levará a matéria ao plenário da Câmara se tiver certeza de vitória.    

 

Por ora, o noticiário pode ser suficiente para resgatar o otimismo nos negócios locais quanto às possibilidade de aprovação da reforma da Previdência na Câmara ainda neste ano. Mas é cedo para abandonar a cautela. Ainda mais porque o cenário político em 2018 não está nada promissor aos mercados, com o deputado Jair Bolsonaro consolidando-se em segundo lugar nas pesquisas sobre a corrida presidencial.

 

Já no exterior, os mercados internacionais festejam a aprovação no Senado norte-americano da reforma tributária do governo Trump. Os índices futuros das bolsas de Nova York têm alta acelerada, assim como o dólar e o rendimento (yield) dos títulos dos Estados Unidos, em reação à aprovação, por 51 votos a favor e 49 contra, do corte de impostos às empresas e indivíduos nos EUA. O petróleo cai abaixo de US$ 58 o barril.

 

O placar final no Senado ofuscou o nervosismo com a confissão de um ex-assessor do presidente Donald Trump no caso que investiga a influência da Rússia na eleição presidencial do ano passado. Michael Flynn confessou conversas com o então embaixador russo e agora vai ajudar na investigação.   

 

A agenda doméstica de indicadores e eventos econômicos da semana está carregada de divulgações relevantes e traz como destaque a decisão do Banco Central sobre a taxa básica de juros (Selic), na quarta-feira; a inflação oficial ao consumidor brasileiro (IPCA), na sexta-feira, e os números da produção industrial, amanhã. Hoje sai o Boletim Focus (8h25). 

 

A pesquisa do BC com o mercado financeiro já pode trazer melhora na previsão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017, após os dados divulgados pelo IBGE na última sexta-feira surpreenderem – não pelo desempenho da economia brasileira no terceiro trimestre deste ano, mas sim pelas revisões para cima nos números dos dois trimestres anteriores.

 

Essa alteração no resultado do PIB nos três primeiros meses de 2017 e também ao final da primeira metade deste ano ofuscou o número fraco apurado entre julho e setembro. O ligeiro avanço de 0,1% na comparação trimestral, ante previsão de +0,3%, foi comemorado pelo fato de a trajetória de alta não ter sido interrompida.

 

No calendário internacional, saem dados de atividade na zona do euro (amanhã), sobre o mercado de trabalho nos EUA (sexta-feira) e sobre a inflação ao produtor (PPI) e ao consumidor (CPI) na China (sábado). Também são esperados números da balança comercial chinesa.

 

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