Contagem regressiva


A semana entre o Natal e o Ano Novo deve ser bem tranquila, fechando um 2016 agitado. Os mercados financeiros devem se arrastar nos próximos dias, com a ausência de divulgações relevantes dando mais subsídios aos investidores para ficarem de fora das mesas de operação. A começar por hoje, feriado nos Estados Unidos e na Europa, o que deixa o pregão doméstico sem a referência externa e isolado no mundo.

Os negócios locais nem devem levar em conta a sessão na Ásia, que refletiu o pregão da sexta-feira passada no Ocidente e encerrou com ligeiras oscilações. Enquanto Tóquio (-0,16%) e Hong Kong (-0,28%) tiverem leves perdas, Xangai subiu (+0,40%).

O iene avança pelo quarto dia seguido em relação ao dólar, sendo que a moeda norte-americana também perde terreno para os rivais emergentes, como o rublo. O enfraquecimento do dólar impulsiona o petróleo, com o barril do WTI negociado nos maiores níveis em 17 meses, acima de US$ 53. Os metais básicos recuam.

O fato é que 2016 vai chegando ao fim com pouca agitação nos mercados e movimentos pequenos nos negócios, em um contraste do que foi este ano. O susto logo no começo do ano com o derretimento nos preços do petróleo e com o pânico na Bolsa de Xangai já dava sinais de que 2016 não seria nada fácil.

Ao longo dos meses, os eventos inesperados no front político, com a queda da ex-presidente Dilma Rousseff, a decisão do Reino Unido de sair da União Europeia (UE) e a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, mostraram que o Ano do Macaco no calendário chinês pregou muitas peças aos investidores. Os negócios, então, merecem uma pausa.

Na agenda econômica desta segunda-feira, destaque para a Pesquisa Focus do Banco Central (8h25). O documento deve refletir as estimativas do mercado financeiro para inflação e juros, após as divulgações da semana passada agitarem as apostas em relação à taxa básica de juros (Selic) em janeiro.

À tarde (14h30), saem os números do Tesouro sobre as contas públicas do governo. Amanhã, é a vez dos dados do setor público consolidado. Na quinta-feira, serão conhecidas a inflação de dezembro pelo IGP-M e a taxa de desemprego no Brasil em novembro. No dia seguinte, os mercados domésticos não abrem, devido ao feriado bancário.

No exterior, os países dos dois lados do Atlântico Norte ainda celebram o Natal hoje, o que mantém os mercados na região fechados. O mesmo ocorrerá na segunda-feira que vem, quando EUA e Europa prorrogam para terça-feira o primeiro dia útil de 2017. Na sexta-feira, as bolsas da Inglaterra e da Alemanha encerram a sessão mais cedo.

E se o calendário econômico estará mais forte na primeira semana do ano que chega – com dados de inflação e atividade na zona do euro e sobre o mercado de trabalho nos EUA - o mesmo não se pode dizer para esta última semana do ano que se finda. Em destaque, estão indicadores norte-americanos sobre o setor imobiliário, a atividade regional e a confiança do consumidor.

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