Então é Natal...


A última semana completa de negociações nos mercados financeiros em 2016 chega ao fim e o pregão que antecede o Natal deve apenas cumprir tabela, seguindo sem emoção e com volume baixo. E essa tônica tende a continuar nos próximos dias. Enquanto a sessão doméstica pára na quinta-feira que vem, esvaziando os negócios até lá, Wall Street e Europa prolongam o fim de semana, permanecendo fechadas na próxima segunda-feira.

Não se pode esperar, portanto, muita coisa... Além de uma Bovespa abaixo dos 60 mil pontos e um dólar perto de R$ 3,30. Em Nova York, o Dow Jones segue flertando a marca psicológica – e histórica - dos 20 mil pontos, mas sem forças para alcançá-la, enquanto o índice europeu Stoxx 600 tenta se firmar no maior nível do ano.

Esse movimento no exterior mostra que os investidores não estão preocupados com a possibilidade de aperto monetário mais agressivo pelo Federal Reserve em 2017 e mantêm elevado o apetite por risco, diante da perspectiva de crescimento econômico mais acelerado nos Estados Unidos. Tal prognóstico tende a beneficiar as commodities industriais e as empresas produtoras e exportadoras de matérias-primas.

Mas pouco ainda se sabe sobre o que será um governo Trump, comandado por uma equipe com nomes controversos e de bilionários empresários. A crescente coleção de polêmicas pelo presidente eleito deixa dúvidas sobre se a maior economia do mundo – e o restante do planeta - só irá colher frutos de uma política expansionista de gastos e de corte de impostos.

Tal incerteza é ainda maior quando se refere às relações entre EUA e os gigantes emergentes, Rússia e China, sem falar do vizinho México e as demais economias latinas. Por enquanto, especulações de que Donald Trump irá abrir os cofres (públicos) e investir em infraestrutura levou o dólar para perto das máximas em décadas ante os principais rivais, como o euro, e içou o Dow Jones para perto dos 20 mil pontos.

Nesta manhã, os índices futuros norte-americanas têm oscilação ligeiramente positiva, enquanto o dólar cai, devolvendo parte do movimento recente, ao passo que o rendimento (yield) dos títulos (Treasuries) ensaia ganhos. O giro de negócios é ainda mais reduzido, uma vez que não haverá sessão nas principais praças internacionais no início da semana que vem, com muitos investidores já evitando os compromissos.

Ontem, o volume negociado em Wall Street foi 30% menor que a média diária dos últimos 30 dias e muitos investidores estão apenas esperando janeiro começar para realizar lucros no mercado acionário norte-americano, em antecipação à perspectiva de impostos menores nos EUA em 2017. São sinais de que o ano que vem deve começar agitado, tal qual foi 2016, quando China e petróleo roubaram a cena.

Na agenda econômica do dia, a FGV anuncia (8h) vário indicadores de uma só vez: a terceira prévia do mês da inflação ao consumidor (IPC); as sondagens do consumidor, do comércio e da construção civil, além do índice de custo deste setor (INCC-M). Depois, às 10h30, o Banco Central publica a nota de novembro sobre as operações de crédito.

Depois de agitarem os últimos dias com novos anúncios, sem muitos detalhes, na área econômica - em uma clara tentativa do governo de melhorar o noticiário, que tem sido bastante negativo - a agenda oficial do presidente Michel Temer, do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e do presidente do BC, Ilan Goldfajn, não possui eventos oficiais.

No exterior, saem as vendas de imóveis residenciais novos nos EUA em novembro e a leitura final de dezembro da confiança do consumidor norte-americano, ambos às 13h. Pela manhã, na Europa, serão conhecidos o sentimento do consumidor alemão e o Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido no terceiro trimestre deste ano.

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