Mercado se depara com mais uma semana cheia

24.10.2016

 

Dados de atividade na indústria e no setor de serviços na zona do euro e nos Estados Unidos abrem a agenda econômica desta semana, que tem como destaque, no exterior, a primeira leitura preliminar do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano no terceiro trimestre deste ano, na sexta-feira. No Brasil, a ata da reunião da semana passada do Comitê de Política Monetária (Copom), amanhã, é o grande destaque. À espera desses grandes eventos, os mercados internacionais avançam, apoiados no noticiário corporativo.

 

A temporada de balanços ganha força nesta semana, com as quatro maiores empresas de valor de mercado nos EUA, entre elas a gigante de tecnologia Apple e a petrolífera Exxon, divulgando seus resultados trimestrais. Cerca de 80% das quase 120 empresas que já publicaram seus demonstrativos contábeis e que compõem o índice S&P 500 superaram as expectativas com desempenhos mais robustos.

 

Hoje, os destaque ficam com os números da Visa no trimestre passado e a operação de compra da Time Warner pela AT&T, em um acordo total de US$ 110 bilhões, incluindo a dívida da dona das redes CNN, HBO e TNT. Os índices futuros das bolsas de Nova York têm ganhos firmes, à espera também de discursos dos dirigentes do Federal Reserve em Saint Louis, James Bullard, e em Chicago, Charles Evans, às 11h e às 15h30.

 

É válido lembrar que o Federal Reserve reúne-se na semana que vem e a decisão sobre a taxa de juros nos EUA será conhecida em pleno dia de feriado no Brasil. Com isso, os membros do Fed entram em período de silêncio a partir de quarta-feira. Hoje, além de Bullard e Evans, também discursa o diretor do Fed, Jerome Powell, às 15h45.

 

Enquanto o primeiro e o último têm direito a voto no Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), o segundo apenas compõem o colegiado. Amanhã, é esperado o discurso de Dennis Lockhart, que comporá o conselho votante no ano que vem. Na Europa, a expectativa se dá pela reunião de dezembro do Banco Central Europeu (BCE), após o presidente Mario Draghi sinalizar que pode adotar novas medidas de estímulo antes do fim do ano.

 

As principais bolsas europeias também avançam, apoiadas no avanço do índice dos gerentes de compras (PMI) composto da Alemanha para o maior nível em três meses, a 55,1, e seguindo os passos dos mercados na Ásia, onde os quatro maiores bancos da China e mais de 350 empresas japonesas divulgam seus balanços. Entre as moedas, o yuan chinês caiu à mínima em seis anos, diante da saída de quase US$ 45 bilhões em recursos estrangeiros do país em setembro, no maior valor desde 2010.

 

O dólar mede forças ante os demais rivais, inclusive o euro e as moedas emergentes, o que pressiona o petróleo. A commodity é penalizada pela recusa do Iraque em se juntar aos esforços do cartel dos países produtores de petróleo (Opep) para reduzir a produção diária de barril. Ainda assim, o WTI sustenta o nível de US$ 50.  

 

No Brasil, todas as atenções estão voltadas à ata do Copom. O documento será divulgado já nesta terça-feira e será lido com lupa, com os investidores em busca de novas pistas e mais detalhes em relação aos próximos passos no ciclo de cortes da taxa básica de juros (Selic), após o início do processo de afrouxamento monetário, à dose mínima de 0,25 ponto.

 

No mesmo dia, a Câmara deve realizar a votação, em segundo turno, da proposta (PEC) de teto dos gastos públicos por até 20 anos. Diante da larga vantagem na primeira volta, por 366 a 111 votos, a expectativa é de ampliação do placar favorável, com o projeto seguindo ao Senado e mostrando a força do governo Temer.

 

Também merece atenção a taxa de desemprego no Brasil ao final do terceiro trimestre deste ano, quando deve ter alcançado a marca de 12%, somando mais de 12 milhões de pessoas sem ocupação. O dado será conhecido na quinta-feira. Ao longo da semana, podem ser conhecidos os resultados fiscais do governo, o emprego formal e a arrecadação federal, todos em relação ao mês de setembro.

 

Já a safra brasileira de balanços corporativos começa hoje, com os números trimestrais das Lojas Renner, após o fechamento do mercado. Amanhã é a vez da Telefônica e, na quarta-feira, saem Banco Santander e Via Varejo. Na quinta-feira, Vale, BRF e Pão de Açúcar publicam seus resultados contábeis. Ambev e Usiminas fecham a primeira semana de divulgações.

 

Ao final da semana passada, a Bovespa recuperou o nível dos 64 mil pontos, visto pela última vez em abril de 2012, sustentada pelo ingresso de capital externo e pelas notícias corporativas. A safra de balanços desta semana tende a agitar ainda mais os negócios locais. Já o dólar afasta-se cada vez mais da marca de R$ 3,20 e encosta-se aos R$ 3,15, com a perspectiva de entrada de recursos estrangeiros no país por causa da proximidade do prazo final de adesão ao projeto de repatriação (dia 31) desafiando a atuação do Banco Central.

 

 

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