Mercados esperam pelo Fed

27.01.2016

 

A forte onda vendedora (selloff) nos ativos globais faz uma pausa hoje, com os mercados financeiros em compasso de espera pela decisão do Federal Reserve, às 17 horas. Após a expectativa de medidas extras de estímulo na Ásia e na Europa realimentar o apetite por risco na semana passada, a percepção é de que o Fed deve postergar um novo aperto nos juros dos Estados Unidos, abrindo espaço para uma recomposição de preços nos negócios.

 

A exceção ficou com a Bolsa de Xangai, que caiu 0,5%, ao menor nível em 13 meses, após a queda de 4,7% no lucro das empresas industriais na China em dezembro, de -1,4% no mês anterior. O dado elevou as preocupações de que a desaceleração econômica no país está se acentuando e, como consequência, o índice Xangai Composto segue em busca do fundo do poço, que deve ser encontrado na faixa dos 2.500 pontos.

 

Nos demais mercados asiáticos, contudo, o sinal positivo prevaleceu. A Bolsa de Tóquio subiu 2,7% e a de Hong Kong avançou 1,3%. Entre os mercados emergentes, também predominaram os ganhos, com as bolsas e moedas da região sendo beneficiadas por especulações de que os bancos centrais do Japão (BoJ) e da zona do euro (BCE) vão ampliar os estímulos à economia, impulsionando a liquidez nos mercados, o que deve manter o Fed em espera.

 

O dólar se retrai ante os rivais, mas o petróleo perde o vapor nesta quarta-feira, com perdas de mais de 1%, à espera dos números sobre os estoques da commodity (e seus derivados) nos EUA, às 13h30. Essa volatilidade nos preços do barril inibe o desempenho dos índices futuros em Nova York, que estão no vermelho nesta manhã, em meio à cautela para o que reserva o dia.

 

Esse sentimento é capitaneado pela reunião do Fed, que anuncia a decisão de política monetária apenas no fim da sessão. A expectativa é de manutenção dos juros entre 0,25% e 0,50%, tendo em vista o excesso de volatilidade nos mercados, por causa da China e do petróleo. Desde a primeira alta nos Fed Funds em dezembro, o petróleo já caiu quase 20% e a bolsas de Nova York perderam ao menos 10%.

 

Assim, o Fed deve manter o ritmo gradual de elevação dos juros neste ano, sempre vigilante e dependente de dados, a fim de evitar agravar o risco de que a instabilidade dos mercados contamine os fundamentos econômicos. A precificação no mercado é inferior a duas novas altas ao longo deste ano, de quatro apertos de 0,25 ponto porcentual estimados pelo próprio Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) no decorrer de 2016.

 

Ainda no calendário econômico norte-americano, às 13 horas, saem as vendas de imóveis novos em dezembro. Além disso, Boeing, Ebay e Facebook publicam seus demonstrativos financeiros, entre outras empresas dos EUA.

 

Na agenda doméstica, a quarta-feira começa com a divulgação da sondagem ao consumidor da FGV em janeiro (8h). Depois, o Banco Central publica a nota sobre operações de crédito (10h30). Às 12h30, a autoridade monetária volta à cena para informar os números semanais do fluxo cambial.

 

Na safra de balanços, a temporada brasileira começa com os resultados trimestrais de Santander, antes da abertura, e Fibria, depois do fechamento. Entre os eventos de relevo, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa,  recebe o presidente da CNI, Robson Braga, e o executivo da Cemig, Mauro Borges Lemos.

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