Mercados com nervos à flor da pele

12.01.2016

 

Os mercados financeiros buscam uma estabilização, mas a queda do petróleo para menos de US$ 30 o barril em Nova York, ao menor nível em 12 anos, ainda afeta os negócios pelo mundo, um dia a Bovespa cair abaixo dos 40 mil pontos. Os índices futuros em Wall Street seguem no vermelho na manhã desta terça-feira, assim como as principais bolsas europeias, mas a Bolsa de Xangai teve leve ganhos.

 

As preocupações com a desaceleração da segunda maior economia do mundo têm testado os nervos dos investidores, mas o salto do yuan chinês offshore hoje, brevemente apagando o diferencial ante a taxa onshore em meio a sucessivas intervenções do Banco Central local (PBoC), acalmou os negócios. O custo para emprestar a moeda no overnight atingiu o maior nível histórico, com as compras do PBoC reduzindo a oferta de yuan em Hong Kong.

 

Ainda assim, os nervos dos investidores seguem à flor da pele e as principais bolsas asiáticas não conseguiram acompanhar a tímida alta de 0,2% do índice Xangai Composto. O CSI 300 subiu 0,73%. Tóquio, que estava fechada ontem, fez uma ajuste e cedeu 2,7%, enquanto Hong Kong recuou 0,72%. Na Austrália, a Bolsa de Sydney caiu 0,9%.

 

No Ocidente, a onda vendedora (selloff) global se estende pelo sétimo dia, à medida que a China se esforça para apoiar o mercado, mas a queda do petróleo também preocupa. A commodity WTI chegou a cair mais de 5% ontem e passou a testar a marca de US$ 30 o barril, assim como o Brent. Ambos já perderam quase 20% apenas nesse início de ano.

 

Esse enfraquecimento do petróleo fortalece ainda mais o dólar, que também é impulsionado pela busca por proteção por parte dos investidores. Para o Morgan Stanley, uma rápida valorização global da moeda norte-americana pode levar o barril do Brent para apenas US$ 20. As incertezas em relação à China, que parece ainda não ter atingindo o fundo do poço, tendem a potencializar esse movimento.

 

Ontem, a derrocada dos preços do petróleo trouxe os compradores de dólares de volta ao mercado doméstico, desvalorizando o real brasileiro por mais um dia. Enquanto isso, na renda fixa, os investidores seguem ávidos por mais prêmio de risco, após sinais mais duros do Banco Central, de que vai continuar firme no combate à inflação, podendo apertar o juro básico (Selic) em meio ponto porcentual na semana que vem.

 

A queda livre das commodities vem afetando também os resultados financeiros das empresas. Ontem, a Alcoa informou queda de 18% na receita no trimestre passado, diante dos preços mais baixos do alumínio. Ainda assim, a gigante do setor subiu quase 2% no after-hours, uma vez que o lucro por ação superou as expectativas.

 

Em meio à essa fuga por ativos seguros, a agenda econômica de indicadores pode ficar em segundo plano hoje, já que não tem nenhum divulgação relevante. No Brasil, a Fipe informou, logo cedo, que seu IPC subiu 0,88% na primeira leitura de janeiro. Ainda pela manhã, saem o indicador antecedente de emprego em dezembro (8h), as estimativas para a safra agrícola 2015/2016 e também os números regionais da produção industrial em novembro (ambos às 9h).

 

Entre os eventos de relevo, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, recebe o presidente do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, às 11 horas. Já a presidente Dilma Rousseff reúne-se com os ministros Aloizio Mercadante (Educação), pela manhã, e Marcelo Castro (Saúde), à tarde, além de receber, às 17 horas, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão.

 

No exterior, o calendário está esvaziado, mas merece atenção o relatório JOLTS sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos (13h) em novembro.

 

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