Semana de ajustes

25.07.2016

 

Os investidores devem aproveitar a última semana de julho para ajustar seus portfólios, antes do fechamento do primeiro mês deste segundo semestre. Após os sinais dos bancos centrais japonês (BoJ) e europeu (BCE), de que não têm pressa em adicionar estímulos monetários sem precedentes, e diante das apostas de que o Federal Reserve deve elevar os juros norte-americanos em dezembro, os ativos de maior risco tendem a acomodar-se, antes das decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Japão.

 

As principais bolsas no Ocidente tentam manter o sinal positivo nesta manhã, após a ausência de uma direção única na Ásia, com Xangai subindo 0,10%, mas Tóquio caindo 0,04%. A queda menor que a esperada do índice Ifo de sentimento econômico na Alemanha para 108,3 em julho, ante previsão de recuo a 107,6, ajuda a dar ritmo aos negócios na Europa. O vigor das bolsas em Nova York também ajuda.  

 

Os negócios em Wall Street têm refletido a safra positiva de balanços corporativos e os dados favoráveis sobre a economia dos Estados Unidos, o que reacendem especulações de que o Fed possa promover um novo aperto monetário antes do fim deste ano. Essa possibilidade de um movimento em dezembro subiu para 45%, de apenas 12% no início deste mês.

 

Por ora, os investidores mantêm o apetite por risco, levando os índices S&P 500 e Dow Jones a renovar sucessivas máximas históricas. A reboque, a Bovespa cravou a sexta semana consecutiva de valorização, acumulando um avanço de 15% e pulando dos 49 mil para os 57 mil pontos no período. Já o dólar fechou a sexta-feira mais perto do nível de R$ 3,25 do que da faixa de R$ 3,30, em meio à entrada de recursos externos no país.

 

Na Bolsa, o saldo de investimento estrangeiro já está positivo em mais de R$ 17 bilhões no ano. Contudo, a moeda norte-americana ganha terreno no exterior, à medida que ganham força os sinais de retomada da economia dos EUA e as apostas de uma mensagem mais otimista do Fed sobre a recuperação do país.

 

Nesse cenário, as moedas de países emergentes recuam nesta manhã, assim como as principais commodities industriais. Com isso, a calmaria nos mercados internacionais hoje e a fraca agenda do dia podem abrir espaço para uma revisão das apostas estratégicas nesta reta final de mês. Até porque o calendário econômico ganha força nos próximos dias.

 

O destaque doméstico fica com a ata da primeiro reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) realizada sob a presidência de Ilan Goldfajn. O documento será publicado amanhã e o Banco Central já avisou que terá um formato diferente do que vinha sendo divulgado até então. Assim, o material pode trazer grandes mudanças (e surpresas).

 

Hoje, saem o boletim Focus do BC (8h25) e o relatório do Tesouro sobre a dívida pública em junho (9h30). Na sexta-feira, são esperados números sobre o mercado de trabalho no Brasil e sobre o desempenho das contas públicas. Um dia antes, tem o resultado da inflação medida pelo IGP-M em julho.

 

No exterior, números do Produto Interno Bruto (PIB) no Reino Unido (amanhã), na zona do euro e nos EUA (ambos na sexta-feira) chamam a atenção. Também no radar, estão as decisões de juros do Fed e do BC japonês, na quarta e na quinta-feira, respectivamente, embora ambas as autoridades monetárias devam esperar mais um pouco para voltar a agir.

 

 

 

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