Mercados reagem ao ataque em Paris

16.11.2015

 

A segunda-feira é marcada como a primeira sessão nos mercados financeiros desde os ataques em Paris, que mataram mais de 100 pessoas, e os negócios são dominados por uma fuga para ativos mais seguros, o que deprime os mercados emergentes e as ações pelo mundo. Os ataques aéreos iniciados ontem pela França contra o Estado Islâmico devem continuar, o que tende a manter a cautela entre os investidores e pode aumentar a preocupação sobre as perspectivas política e econômica global.

 

O índice MSCI de mercados emergentes era negociado no nível mais baixo desde setembro, com queda de mais de 1%, à medida que o pior ataque terrorista na Europa em uma década aprofundou a preocupação de que a tensão geopolítica irá coibir o comércio internacional e o crescimento econômico global. As moedas de países emergentes perdem terreno ante o dólar, podendo pressionar também o real brasileiro. O euro também recua, mas o iene não, a despeito da inesperada contração de 0,8% da economia japonesa no trimestre passado.

 

O ataque recente em Paris deixa os investidores nervosos, que buscam proteção no dólar, com o terrorismo mostrando-se em ascensão. O terror acontece em um momento em que os Estados Unidos se preparam para elevar a taxa de juros pela primeira vez desde 2006 e os investidores estão avaliando o impacto dos atentados de Paris sobre a economia da Europa. Diante disso, o preço do barril de petróleo avança, na faixa de US$ 40.

 

Os índices futuros das bolsas de Nova York estão no campo negativo nesta manhã, assim como as principais bolsas europeias, que ainda tentam reagir ao índice de preços ao consumidor (CPI) na zona do euro no mês passado. O dado deveria consolidar de vez as apostas de mais estímulos monetários na região da moeda única, em meio aos riscos de deflação e da lentidão da atividade, mas o cenário passou a ficar mais incerto.

 

A percepção é de que não há dúvida de que os ataques em Paris irão contribuir para o nervosismo dos investidores no curto prazo. Tudo irá depender do impacto econômico das ações adotadas pelos lados envolvidos. Por ora, o que se vê é uma pequena onda vendedora de ativos mais arriscados, em resposta aos ataques de Paris.

 

Na Ásia, as ações de companhias aéreas caíram, diante das preocupações com os atentados terroristas, o que também tende a dissuadir os turistas de viajar - principalmente para a capital francesa, ponto turístico mais visitado do mundo. A Bolsa de Tóquio caiu 1,04%, enquanto a de Xangai subiu 0,2%, mas Hong Kong recuou 1,48%. Os mercados chineses foram influenciados pela ação de Pequim em conter o aumento da alavancagem em ações.

 

Líderes das 20 maiores economias do mundo que formam o G-20 estão reunidos desde o fim de semana na Turquia, onde o violento atentado na capital francesa virou o principal tema do encontro. Hoje, será divulgada uma declaração separada sobre o terrorismo, que deve fixar prioridades de combate ao terror.

 

A presidente Dilma Rousseff, que está na cidade turca de Antália até hoje, devendo retornar a Brasília no fim do dia. Na agenda de indicadores econômicos hoje, no Brasil, sai mais uma prévia do IPC-S no mês (8h), além do Boletim Focus (8h30) e da balança comercial semanal (15h). Nos EUA, destaque para o índice Empire State de manufatura em novembro (11h30).

 

A semana é encurtada pelo feriado da Consciência Negra em algumas cidades brasileiras, incluindo São Paulo, o que manterá os mercados domésticos fechados na sexta-feira. Assim, a agenda de indicadores econômicos fica espremida, com grande parte das divulgações concentradas na quinta-feira Neste dia, o IBGE anuncia o IPCA-15 deste mês e a taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do país em outubro.

 

Amanhã, é a vez da pesquisa mensal de serviços em setembro e também do IGP-10 de novembro. Na quarta-feira, deve ser divulgado o IBC-Br de setembro e no acumulado do terceiro trimestre. Dados da arrecadação federal e sobre o emprego formal também são esperados, mas sem data confirmada.

 

Já no exterior, as atenções se dividem entre o índice de preços ao consumidor (CPI) norte-americano em outubro, amanhã, e a ata da última reunião do Federal Reserve, que sai na quarta-feira. Também em destaque, os discursos de dirigentes do Fed ao longo da semana e os dados da produção industrial nos Estados Unidos no mês passado, nesta terça-feira. Na Europa e na China, o calendário está mais fraco.

 

 

 

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