Bovespa e dólar testam fôlego


Depois de encerrar outubro com valorização de 1,80%, destacando-se como o melhor investimento no mês passado, a Bovespa iniciou novembro com um salto de quase 5%, na maior alta do ano, mas segue abaixo dos 50 mil pontos. Já o dólar teve a maior queda em 2015 ontem, encerrando a R$ 3,76, em uma sessão local marcada por ajustes pós-feriado. Hoje, porém, os mercados domésticos devem operar na expectativa pelo que reserva a agenda econômica nos Estados Unidos, mas sem descuidar do noticiário político nacional.

Parlamentares tentam fechar o cerco ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha, o que provoca uma intensa agitação na Casa. Ontem, o Conselho de Ética deu início ao processo que pode levar à perda do mandato de Cunha, por quebra de decoro parlamentar. Deputados do PT, PR e PRB foram sorteados como possíveis relatores do processo, e o nome oficial deve ser anunciado hoje.

Também por lá, os investidores monitoram a possível votação do projeto de repatriação de recursos do exterior e o provável avanço da desvinculação das receitas da União (DRU) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Já entre os indicadores econômicos, destaque para a atividade.

A produção industrial brasileira deve cair em setembro pelo quarto mês consecutivo, em -1,50% ante agosto, o que, se confirmado, deve ser o sétimo mês de resultado negativo da atividade desde o início do ano. Já na comparação com um ano antes, a retração da indústria deve superar os dois dígitos, chegando a 11,50% (na mediana), na décima oitava taxa negativa consecutiva.

Os números efetivos serão divulgados pelo IBGE, às 9 horas. Depois, às 12h30, saem os dados do fluxo cambial em outubro, que devem refletir os números robustos da balança comercial no mês passado, quando houve um superávit de US$ 1,996 bilhão – o melhor desde 2011. Ainda no mesmo horário, será conhecido o índice de commodities IC-Br.

Na temporada de resultados corporativos, as “elétricas” AES Tietê, Cemig e Eletropaulo comandam o dia. Também merece atenção o discurso do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, na abertura do Fórum de Cidadania Financeira, às 9h30, em Brasília.

Já no exterior, enquanto os investidores aguardam o relatório oficial sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos, na sexta-feira, as apostas em relação aos próximos passos do Federal Reserve podem ser calibradas hoje. Afinal, será conhecida a geração de vagas no setor privado norte-americano em outubro, divulgada pela pesquisa ADP, às 11h15.

Também é esperado o discurso da presidente do Fed, Janet Yellen, diante do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Deputados, às 13 horas. Ainda na agenda econômica norte-americana, saem os dados de setembro da balança comercial (11h30) e o índices PMI (12h45) e ISM (13h) de atividade no setor de serviços no mês passado. Às 13h30, é a vez dos estoques norte-americanos de petróleo bruto e derivados. Na safra de balanços, Facebook divulga seus resultados financeiros.

À espera desses números, os índices futuros das bolsas de Nova York exibem ligeiros ganhos. Na Europa, o sinal positivo também prevalece, com dados de atividade e sobre os preços ao produtor na zona do euro recheando o calendário do dia. Já na Ásia, as principais bolsas da região subiram, com a Bolsa de Xangai liderando os ganhos.

O índice Xangai Composto saltou 4,3% hoje, na maior alta desde meados de setembro, após o Banco Central chinês (PBoC) involuntariamente desencadear uma onda compradora ao publicar comentários antigos, de cinco meses atrás, feitos pelo presidente da autoridade monetária, Zhou Xiaochuan, sobre a ligação entre as bolsas de Shenzhen e Hong Kong. O índice Hang Seng subiu 2,24% hoje.

Entre os mercados emergentes, o apetite pelo risco parece estar de volta, com as moedas da Malásia e da Indonésia ganhando terreno ante o dólar. Mas o destaque fica com o dólar taiwanês, que se fortalece na esteira do encontro do presidente da ilha, Ma Ying-jeou, com o presidente chinês, Xi Jinping, ainda neste semana. A Bolsa de Taiwan subiu 1,7%, na maior alta desde o início de setembro.

Além disso, a agência estatal chinesa Xinhua informou que Xi afirmou que o crescimento econômico anual da China não deve ser inferior a 6,5% nos próximos cinco anos, a fim de atingir a meta de dobrar a renda per capita no país até 2020. O presidente chinês teria dito ainda que a segunda maior economia do mundo irá procurar aumentar a convertibilidade do yuan de forma ordenada também até 2020 e mudar a forma de gerenciar a política cambial. A intenção de Pequim é incluir o renminbi na cesta de moedas do Fundo Monetário Internacional (FMI).

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