Riscos do governo elevam incerteza nos mercados

07.10.2015

 

O cenário político deve continuar permeando os mercados domésticos nesta quarta-feira, pois por todos os lados o governo Dilma vem enfrentando riscos, o que tende a elevar as incertezas nos negócios. A decisão inédita do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de reabrir ação do PSDB para investigar a campanha que elegeu Dilma Rousseff e o vice, Michel Temer, em 2014, é mais uma derrota da presidente, que ainda aguarda pelo julgamento do Tribunal de Contas da União (TCU) e pela votação no Congresso dos vetos à pauta-bomba.   

 

Sem quórum suficiente de deputados ontem até o início da tarde, a sessão conjunta para avaliar os seis vetos presidenciais restantes foi adiada, mais uma vez, para hoje, novamente às 11h30 - sendo que o horário pareceu ser o grande problema da véspera. Antes, às 9 horas, sai a inflação oficial no país em setembro, medida pelo IPCA, que deve acelerar em meio à pressão vinda dos preços de alimentos e ao repasse cambial.

 

No fim do dia, às 17 horas, o Tribunal de Contas da União (TCU) pode iniciar a votação das contas públicas de 2014, cujo parecer do relator do processo, o ministro Augusto Nardes, é pela rejeição. A análise vai depender de uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) permitindo a sessão.

 

Ontem mesmo, o  presidente do TCU, Aroldo Cedraz, encaminhou um ao STF rebatendo os argumentos apresentados pelo governo para tentar cancelar a votação das contas da presidente Dilma, alegando que "não procedem as afirmações" feitas pelo advogado-geral da União, Luís Inácio Adams.

 

Já o julgamento do TSE em relação às contas da campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff, decidiu por 5 votos a 2 reabrir a ação de impugnação de mandato eletivo apresentada pelo PSDB. A partir de agora, a defesa será intimada para apresentar seus argumentos.

 

É o noticiário político que deve continuar ditando o vaivém dos mercados domésticos hoje, sem contar ainda com o componente vindo do exterior, onde o sinal positivo prevaleceu desde a Ásia, passando pela Europa e chegando até Nova York. Mesmo sem mais estímulos por parte do Banco Central japonês (BoJ), as bolsas asiáticas subiram, apoiando-se no balanço melhor que o esperado da Samsung e também nos ganhos das ações ligadas à energia.

 

Já na Europa, nem mesmo a inesperada queda de 1,2% da produção industrial alemã em agosto apagou os ganhos das bolsas da região, com os investidores cada vez mais convictos de que o Banco Central Europeu (BCE) deve agir em breve, adotando mais estímulos monetários, em meio à fraca demanda dos mercados emergentes. O rendimento do bund alemão de 10 anos subia ao nível mais alto em mais de uma semana, mais cedo.

 

Em Wall Street, os índices futuros das bolsas de Nova York exibem ganhos, ancorados na alta do petróleo, que estende os ganhos nesta manhã, no aguardo dos números oficiais sobre os estoques da commodity nos Estados Unidos, após o API queda na produção norte-americana. Aliás, a agenda econômica lá fora está mais fraca e traz também o crédito ao consumidor nos Estados Unidos em agosto (16h).

 

Ainda que sem descuidar da direção exibida pelos mercados internacionais, os investidores também se debruçam sobre a agenda de indicadores econômicos do dia, que traz dados de inflação em destaque. Às 8 horas, a FGV informa o resultado do mês passado do IGP-DI, que deve ser atingindo fortemente pela valorização do dólar, encostando na faixa de 1,30%.

 

Os preços ao consumidor também devem ter sentido a perda de valor do real brasileiro, com o IPCA de setembro interrompendo uma sequência de dois meses seguidos de desaceleração e subindo até 0,53%, na mediana, ante taxa de 0,22% em agosto. No acumulado em 12 meses, porém, a taxa deve ficar abaixo da marca de 9,50%, em 9,48%.

 

É o Brasil ainda tentando domar a inflação e sem mostrar qualquer sinal de retomada do crescimento – combinação perigosa que segue sendo observada com lupa pelas agências de classificação de risco, principalmente. Juntamente com a divulgação do IPCA, o IBGE também anuncia o INPC, os custos na construção civil e os dados regionais da produção industrial em agosto.

 

Depois, às 12h30, o Banco Central entra em cena para informar os números de setembro do fluxo cambial. Entre os eventos de relevo, a presidente Dilma Rousseff concede entrevista às rádios de Salvador, às 9 horas e, à tarde, visita unidades habitacionais no interior da Bahia. Já o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, participa, pela manhã, de um o congresso sobre custos e qualidade do gasto no setor público.

 

 

 

 

 

 

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