Política segue em pauta no Brasil, enquanto exterior se recupera


O noticiário político deve voltar a pautar os mercados domésticos hoje, uma vez que o governo federal resolveu agir para evitar a reprovação das contas de 2014. O julgamento do Tribunal de Contas da União (TCU), marcado para quarta-feira, pode sofrer um revés após o pedido de afastamento do relator do processo, Augusto Nardes, por ele ter encaminhado seu voto. Já na Câmara, o governo teme uma ação de Eduardo Cunha para viabilizar o impeachment, na tentativa de camuflar o desgaste dele em meio à Lava Jato.

Assim, após os investidores encerrarem a semana passada aceitando bem a reforma ministerial apresentada pela presidente Dilma Rousseff, o que elevou a esperança por uma organização melhor do Executivo, o estresse e a instabilidade devem voltar aos negócios locais hoje. Além dos bastidores envolvendo o Palácio do Planalto, as atenções também se voltam para as votações dos vetos presidenciais no Congresso.

Ao mesmo tempo, os agentes financeiros acompanham a agenda do dia, que traz como destaque apenas o Boletim Focus, do Banco Central. O destaque na semana fica para quarta-feira, quando será conhecido o IPCA de setembro. Na sexta-feira, sai a primeira prévia do mês do IGP-M. Entre os eventos de relevo, hoje, Dilma participa da cerimônia de posse dos ministros, às 15 horas. Já o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, participa de eventos no Rio, pela manhã.

No exterior, as bolsas internacionais exibem ganhos acelerados, na esteira dos números fracos do mercado de trabalho nos Estados Unidos no mês passado, que adiaram para março de 2016 as apostas quanto à primeira alta do juro norte-americano desde 2006. Os índices futuros das bolsas de Nova York avançam, ao passo que o juro da T-note de 10 anos ronda a marca de 2,00%, à espera dos índices PMI (10h45) e ISM (11h) de atividade no setor de serviços do país.

Na Europa, as principais bolsas da região têm alta firme, de quase 2%, impulsionadas pela leitura final do PMI composto da zona do euro, que caiu a 53,6 em setembro, abaixo da prévia do mês, a 53,9, e do dado final de agosto, a 54,3, o que realimentou as chances de mais estímulos por parte do Banco Central Europeu (BCE). Entre as ações, destaque para o salto de quase 10% da Glencore, que se recupera do tombo de cerca de 30% há uma semana, após subir mais de 70% nas negociações em Hong Kong.

Aliás, na Ásia, os mercados da região subiram, com o índice MSCI da Ásia-Pacífico avançando pelo quarto dia, rumo à sequência mais longa de ganhos em três meses. O movimento também foi amparado na perspectiva de juro próximo de zero nos EUA ao menos até o início do ano que vem, após o payroll fraco da semana passada.

A Bolsa de Tóquio subiu 1,58% e a de Hong Kong cresceu 1,62%, enquanto a de Sydney ganhou 1,79%. A Bolsa de Xangai permaneceu fechada, devido a um feriado, e só retorna na quinta-feira. As principais commodities industriais conquistam terreno, em meio à perda de tração do dólar, o que também fortalece as moedas de países emergentes.

O calendário econômico no exterior tem como destaque a divulgação, na quinta-feira, da ata da reunião de setembro do Federal Reserve, que pode calibrar as apostas quanto ao aperto dos Fed Funds e trazer pistas sobre a real intenção do colegiado em promover uma alta inicial do juro ainda neste ano.Na Europa, o foco também está na política monetária, com destaque para o discurso do presidente do BCE, Mario Draghi, amanhã, e também para a decisão de juros na Inglaterra pelo BC inglês (BoE), na quinta-feira. Um dia antes, na Ásia, o BC japonês (BoJ) também atualiza sua taxa.

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