Volta do feriado sem alvoroço

08.09.2015

 

O feriado ontem no Brasil coincidiu com o Dia do Trabalho nos Estados Unidos, o que resulta em poucos ajustes a serem feitos nos ativos domésticos nesta terça-feira. A China também voltou do feriado de dois dias na semana passada com ganhos, hoje, em um sinal de que a volatilidade nos mercados deve diminuir - ao menos até o encontro do Federal Reserve na semana que vem. Já no Brasil, a crise política segue sem dar trégua.

 

Durante pronunciamento nas redes sociais pelo Dia da Independência, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o Brasil passa por dificuldades na economia e admitiu que erros foram cometidos pelo governo. Já no desfile do 7 de setembro, o vice-presidente Michel Temer esteve ao lado de Dilma, em uma tentativa de desfazer um mal-entendido após a polêmica sobre as declarações dele em relação ao governo.

 

Hoje, às 9 horas, acontece a tradicional reunião de coordenação política e a defesa pelo superávit primário em 2016 pode estar na pauta, bem como os "remédios amargos" que o governo terá de tomar para reavaliar os gastos ou buscar "novas receitas". Já o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, deslocou-se da capital turca, Ancara, para Paris, onde tem reunião do WP3, além de encontros com membros da OCDE e empresários.

 

Durante o G-20, Levy afirmou que a economia brasileira vai voltar a crescer até o fim deste ano, acrescentando que o país está "avançando no ciclo". Ao lado do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, o ministro disse ainda que o ajuste macroeconômico está surtindo efeitos positivos em três frentes: externa, monetária e fiscal. E, com isso, a inflação deve começar a cair no começo de 2016.

 

É válido destacar que a agenda econômica doméstica traz, na quinta-feira, o índice oficial de preços ao consumidor no Brasil em agosto, medido pelo IPCA. Hoje, o calendário do dia traz indicadores de inflação e emprego da FGV, às 8 horas, e também o Boletim Focus, do BC, às 8h30.  

 

Mas quem roubou a cena no G-20 foi o presidente do BC chinês (PBoC), Zhou Xiaochuan. Segundo ele, o alvoroço no mercado acionário da China está perto do fim e os negócios devem ficar mais estáveis em breve. Para ele, a taxa de câmbio do yuan ante o dólar também está em vias de estabilização, após o governo vender US$ 93,9 bilhões de suas reservas internacionais no mês passado para dar apoio à moeda local.

 

Ontem, a Bolsa de Xangai caiu 2,55%, mas hoje fechou em alta de 2,9%, após um rali na hora final da sessão desta terça-feira, que foi impulsionado pela intervenção de fundos estatais. Os demais mercados asiáticos também subiram hoje, com exceção de Tóquio, que caiu 2,43%, em meio ao fortalecimento do iene.

 

O dólar perde terreno ante os principais rivais e mede forças em relação às moedas de países emergentes, que ainda digerem os dados mistos sobre a balança comercial chinesa em agosto. Por aqui, a moeda norte-americana testa o verdadeira apetite dos investidores, diante de mais um leilão de linha a ser realizado pelo Banco Central, à tarde. As principais commodities industriais também estão sensíveis ao noticiário vindo da China, o que pressiona o petróleo, mas sustenta o cobre.

 

Em termos ajustados em dólar, as exportações da China caíram 5,5%, em relação a um ano antes, menos que a previsão de queda de 6,6% e ante recuo de 8,3% em julho, na mesma base de comparação. Já as importações chinesas recuaram 13,8%, de -8,1% em julho, o que alargou o superávit comercial da China para US$ 60,2 bilhões no mês passado, de um saldo positivo de US$ 43,03 bilhões no mês anterior.

 

Em reação, as ações de mineradoras conduzem os ganhos entre as principais bolsas europeias, que ainda aguardam os dados sobre o crescimento econômico na zona do euro no segundo trimestre. Em Nova York, os índices futuros também exibem alta firme, com os investidores já no aguardo da reunião do Fed neste mês. Na agenda norte-americana, hoje tem dados do crédito ao consumidor, às 16 horas.

 

*Com informações atualizadas às 10h30

 

 

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