Enquanto isso no BCE...

16.07.2015

 

Após longas horas de debate, que adentraram a madrugada de hoje, o Parlamento grego aprovou, com 229 votos, novas medidas de austeridade que são precondição para que a Grécia consiga cerca de US$ 95 bilhões em ajuda financeira. Em reação, as bolsas europeias sobem pelo sétimo dia seguido, na maior sequência de ganhos desde janeiro, com as atenções voltadas, agora, para a reunião do Banco Central Europeu (BCE).

 

O anúncio da decisão de política monetária na zona do euro será feito às 8h30, mas o grande destaque é a entrevista coletiva do presidente da autoridade monetária, Mario Draghi, às 9h45. Afinal, a Grécia será, naturalmente, o prato principal no menu de perguntas.

 

O euro segue mais fraco ante o dólar e o iene nesta manhã, com os investidores se conscientizando da divergência entre a política monetária na zona do euro e nos Estados Unidos. Aliás, hoje, a presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, volta ao Congresso norte-americano, a partir das 15h30, onde participará de um painel no Senado.

 

Ilustrando esse contraste, Yellen assinalou ontem que a recente turbulência na Grécia, China e em outros lugares no exterior não está ameaçando a economia dos EUA o suficiente para desviar os planos do Fed de aumentar a taxa de juro norte-americana antes do fim deste ano. Nesta manhã, o juro da T-note de 10 anos estava em 2,38%.

 

As ações das bolsas asiáticas subiram, depois que os legisladores gregos aprovaram um acordo de resgate, atenuando o peso dos comentários de Yellen sobre o prazo para a primeira alta na taxa dos Fed Funds desde 2006. O índice Xangai Composto subiu pela primeira vez em três dias, com +0,5%. Tóquio (+0,67%), Hong Kong (+0,43%) e Sydney (+0,59%), no Pacífico, também tiveram ganhos.

 

Já os índices futuros das bolsas de Nova York apontam para um dia positivo, mas à espera também dos indicadores do dia: pedidos semanais de auxílio-desemprego (9h30); índice regional de atividade na Filadélfia e confiança das construtoras (11h). Na safra de balanços, Citigroup e Goldman Sachs publicam seus resultados antes da abertura do mercado. À noite, é a vez do Google anunciar os números do segundo trimestre.

 

No Brasil, a agenda econômica doméstica está novamente mais fraca nesta quinta-feira e traz como destaque apenas o IGP-10 de julho, às 8 horas. A mediana das expectativas aponta para uma aceleração do dado a 0,68%, ante alta de 0,57% em junho. No mesmo horário, sai o IPC-S semanal e, depois, às 9 horas, tem a pesquisa de serviços do IBGE.

 

Mas o foco dos negócios locais é político. O governo contabilizou mais uma derrota na madrugada desta quinta-feira, ao não conseguir colocar no Senado o pedido de urgência na votação do projeto de lei que permite a repatriação de dinheiro de origem lícita. A sessão foi derrubada por falta de quórum.

 

Hoje, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, tenta, pela última vez, colocar em votação no Congresso a pauta sobre a reforma do ICMS. Mas o tema deve ficar mesmo para depois do recesso parlamentar. Levy também participa hoje de reuniões com representantes do Mercosul e da Moody’s.

 

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, estará junto com Levy na reunião de ministros da Fazenda e presidentes de BCs do Mercosul, às 17 horas.  

 

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