Em busca de uma sobrevida na Grécia

07.07.2015

 

As incertezas em relação ao futuro da Grécia na zona do euro são, agora, substituídas por (re)renovadas esperanças de um acordo de último minuto  para o país mediterrâneo, neste dia de vários encontros entre líderes europeus. Enquanto aguardam novidades vindas da Europa, os investidores ensaiam uma recuperação nos ativos de risco, mas ainda assim mantêm certa cautela nesta véspera de publicação da ata do Federal Reserve.

 

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, embarca hoje em Bruxelas, onde apresentará uma nova proposta de reformas, a ser discutida pelos ministros de Finanças da zona do euro. Depois, no início da tarde, os líderes dos países do bloco da moeda única se reúnem, um dia após a chanceler alemã, Angela Merkel, reunir-se com o presidente francês, François Hollande, e dizer que “o tempo está acabando”.

 

À espera de novidades, as principais bolsas europeias e os índices futuros das bolsas de Nova York exibem ganhos moderados. O euro testa forças ante o dólar, mas segue na faixa de US$ 1,10, e o rendimento (yield) do bund alemão de 10 anos sobe pelo terceiro dia. Já o juro dos papéis de mesmo vencimento da Itália e da Espanha recuam, depois de saltarem quase 20 pontos-base, cada, ontem.

 

Já a Bolsa de Atenas permanecerá fechada nesta terça-feira, e deve seguir assim ao menos até quinta-feira, após a extensão do feriado bancário na Grécia. O Banco Central Europeu (BCE), por sua vez, manteve o nível do programa de liquidez emergencial, mas apertou as condições de garantia, sinalizando que, de fato, há a necessidade e a possibilidade de tal acordo de última hora.

 

Do outro lado do mundo, o dia também foi de recuperação - exceto na China. A Bolsa de Xangai caiu pela quarta sessão em cinco dias, em -1,3% hoje, em meio à ineficiência das medidas que vêm sendo tomadas para estabilizar as condições de mercado. Desde o pico em meados de junho, o índice Xangai Composto perdeu 28% de valorização.

 

Hong Kong caiu pouco mais de 1% e também está perto de entrar em mercado de baixa (bear market).  Tóquio subiu 1,3%, mas Seul teve queda de 0,7%. Na Austrália, a Bolsa de Sydney ganhou 1,9%, após o Banco Central do país (RBA) manter a taxa básica de juros em 2%, conforme esperado.

 

Internamente, o noticiário político também está em primeiro plano, em meio ao movimento da oposição para o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Ontem, ela montou uma operação de defesa e reuniu aliados, diante da preocupação com os desdobramentos de uma possível rejeição das contas do governo pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

 

Em entrevista a um jornal, publicada hoje, Dilma afirma que não vai perder o mandato e desafiou seus adversários políticos a tirá-la do posto. Ela disse ainda não ter medo e acusou setores da oposição como “golpistas”. Hoje, a presidente se desloca para a Rússia.

 

No calendário econômico do dia, o destaque doméstico fica com o resultado de junho do IGP-DI, que deve acelerar para 0,69%, na mediana das expectativas, ante taxa de 0,40% em maio. O dado será conhecido às 8 horas. Já no exterior, a agenda reserva apenas a divulgação, às 9h30, dos números da balança comercial norte-americana em maio. 

 

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