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09.06.2015

 

 

Novos dados fracos da China, desta vez sobre inflação, somados a preocupações com a Grécia e quanto ao início do aperto dos juros nos Estados Unidos voltam a dar o tom dos mercados internacionais nesta terça-feira. No Brasil, porém, a novidade fica com o lançamento do plano de concessões.

 

O pacote, que será lançado pela manhã (10h), no Palácio do Planalto, promete injetar até R$ 190 bilhões em obras de infraestrutura e logística distribuídas em 20 Estados brasileiros. O governo tenta usar os grandes investimentos como a maior iniciativa de 2015 e emplacar uma “agenda positiva”, resgatando a confiança e a credibilidade.

 

A presidente Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, estarão presentes na solenidade de anúncio do programa. Depois, à tarde, ela embarca para Bruxelas, onde participará de uma cúpula entre nações da Europa e da América Latina. Já Levy reúne-se com os governadores do Rio Grande do Norte (17h) e da Bahia (18h30), Robinson Mesquita de Faria e Rui Costa.

 

Na agenda econômica, o dia começa com o resultado de maio do IGP-DI, que deve ter alta entre 0,31% e 0,50%. O dado sai às 8 horas. Depois, às 9h, têm os números regionais da produção industrial.

 

Já no exterior, a China abriu novamente o dia e, mais uma vez, com indicadores fracos sobre o comportamento dos preços, o que sinaliza demanda fraca, interna e no exterior. O ritmo da inflação no país é inferior à metade da meta oficial de 3% do governo de Pequim, o que sugere que o Banco Central chinês (PBoC) pode atuar ainda mais.

 

O índice ao consumidor na China (CPI) subiu em um ritmo mais lento em maio, a 1,2% na comparação anual ante previsão de +1,3% e de uma taxa de 1,5% em abril. Na porta das fábricas, o PPI caiu 4,6%, em base anual, estendendo a sequência de queda dos preços ao produtor para mais de três anos (39 meses).

 

Em reação, a Bolsa de Xangai registrou a primeira queda em três dias, recuando 0,35%. Já as bolsas de Hong Kong e de Tóquio perderam mais de 1%, cada. Esse sinal negativo vindo da Ásia também atingiu a Austrália, com Sydney caindo 0,4%, e pesa nos mercados europeus, que embutem ainda nos preços a delicada situação da Grécia. Já a leitura revisada do PIB da zona do euro no primeiro trimestre confirmou a estimativa inicial, com expansão de +0,4% no período, e foi relegada nos negócios.

 

O índice Stoxx Europe 600 caminha para o sexto dia consecutivo de queda, rumo aos menores níveis desde fevereiro, ao passo que o Dax alemão perdeu nesta manhã a marca psicológica dos 11 mil pontos, depois de entrar ontem em correção. As mineradores cedem, pressionando a Bolsa de Londres.

 

Já a Bolsa de Atenas subia pouco mais de 2%, recuperando-se da mínima desde abril, na véspera. Os investidores seguem acompanhando as negociações do país mediterrâneo com seus credores internacionais, que mostram a crescente frustração com o governo grego, após o Syriza rejeitar os termos para o pacote de ajuda. Agora, ambas as partes negociam uma extensão do programa de resgate até março de 2016.

 

Entre as moedas, o dólar mantém a tendência de baixa vista ontem e cai ante o euro e o iene nesta manhã. Com isso, o petróleo avança, antes do relatório mensal dos EUA sobre a oferta e demanda global pela commodity.

 

Os agentes financeiros também estão ficando cada vez mais apreensivos com a perspectiva de aumento dos juros norte-americanos, mais tarde este ano. Os índices futuros das bolsas de Nova York estão de lado nesta manhã, à espera do único dado econômico do dia, sobre os estoques no atacado em abril, às 11 horas. Ontem, o S&P 500 fechou em queda pelo terceiro dia, no menor nível em dois meses.

 

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