China entra em cena antes do Orçamento

19.05.2015

 

 

O tamanho do corte no Orçamento e a expectativa pelo anúncio do contingenciamento devem continuar na expectativa dos mercados domésticos nesta terça-feira. Mas as atenções em Brasília hoje estão voltadas para a visita oficial do primeiro-ministro da China, Li Keqiang, que será recebido em cerimônia, a partir das 10 horas.

 

A visita do líder chinês ocorre poucos dias após o país asiático receber uma visita oficial de autoridades da Índia e, também, depois de uma viagem do presidente da China, Xi Jinping, à Rússia. Dentro dessa estratégia do gigante emergente em estreitar os laços com os países que formam o acrônimo original dos BRICs, está um plano de investimento de US$ 50 bilhões apenas no Brasil e acontece em meio ao lançamento de um ambicioso plano chinês para aprimorar a indústria manufatureira local, via o “Made in China 2025”.

 

Por volta do meio-dia, a presidente Dilma Rousseff concede uma entrevista coletiva para falar sobre a visita oficial de Li e os eventuais acordos. São esperados anúncios na área de alimentos, com a China elevando as compras de carne suína brasileira, além de investimentos e parcerias em obras de maior porte. Ontem, Dilma afirmou que o pacote de concessões em infraestrutura, prometido para junho, deve ser “um pouco mais amplo”, abrangendo também rodovias, ferrovias, aeroportos etc.

 

Já o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, continua negociando com o Congresso a aprovação das medidas em torno do ajuste fiscal. Ontem à noite, após reunir-se com senadores no Palácio do Planalto, Levy classificou de “especulação” os valores ventilados na imprensa para o corte do Orçamento, mas afirmou que a ordem de grandeza do contingenciamento deve ser de R$ 70 bilhões a R$ 80 bilhões. Segundo ele, o anúncio será feito dentro do prazo legal, que exige publicação no Diário Oficial até sexta-feira.

 

Entre os indicadores domésticos, o IPC-Fipe subiu 0,83% na segunda leitura de maio, com uma forte desaceleração ante a alta de 1,04% apurada na primeira prévia. O resultado também ficou abaixo da mediana projetada, de 0,91%. Logo mais, às 8 horas, sai a segunda prévia do mês do IGP-M, juntamente com o indicador de ciclos econômicos. Às 9 horas, é a vez do emprego na indústria e também é esperado para hoje o índice de confiança do empresário industrial.

 

Exterior. As principais bolsas europeias exibem ganhos firmes nesta manhã, replicando o sinal positivo que prevaleceu nos mercados da Ásia, onde Tóquio fechou na máxima em sete anos e Xangai registrou o maior salto em quatro meses.

 

Os negócios na Europa recebem um impulso extra de declarações vindas de integrantes do Banco Central Europeu (BCE), o que derruba os juros dos bônus da região e enfraquece a moeda única. Segundo Benoît Coeuré, a autoridade monetária da zona do euro planeja acelerar as compras de ativos da região por meio de seu programa de relaxamento quantitativo (QE) em maio e em junho, antes do início de um período de liquidez mais enxuta, por causa das férias de verão (no Hemisfério Norte).

 

Em outro discurso, Christian Noyer disse que o BCE está pronto para agir ainda mais, se necessário, para alcançar a meta de inflação.

 

Aliás, os preços ao consumidor na região da moeda única pararam de cair em abril pela primeira vez desde dezembro. A taxa do CPI ficou em 0% no mês passado, saindo assim de valores negativos. Já fora da zona do euro, o Reino Unido registrou deflação no varejo pela primeira vez desde 1960, com uma queda de 0,1% do CPI no mês passado, em base anual.

 

Ainda na agenda econômica europeia, o sentimento econômico na Alemanha caiu ao menor nível em cinco meses em maio, a 41,9, ficando abaixo da expectativa do mercado pela segunda vez consecutiva. A previsão era de recuo menor, a 48,2, de 53,3 em abril.

 

Já nos Estados Unidos,  o calendário do dia traz dados sobre o setor imobiliário às 9h30, com informações sobre as construções e as permissões de novas residências em abril. Na safra de balanços, atenção aos resultados de Wal-Mart e Home Depot, entre outros. Por ora, os índices futuros das bolsas de Nova York têm ganhos.

 

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