EUA e Petrobras guiam mercados

15.05.2015

 

O noticiário político dá uma folga nesta sexta-feira, abrindo espaço para os mercados domésticos reagirem à agenda de indicadores e eventos do dia, mas os ministros do Palácio do Planalto e da equipe econômica já tem um encontro marcado para este domingo (dia 17), quando irão discutir o tamanho do corte do Orçamento da União neste ano. Os valores em debate estariam entre R$ 60 bilhões, no mínimo, e R$ 80 bilhões, no máximo.

 

Segundo informações veiculados na imprensa, hoje, o anúncio oficial dos cortes deve ser realizado na quinta-feira da semana que vem (dia 21), após a tomada de decisões neste domingo. O encontro dominical deve ser às 16 horas, com a presença dos ministros Joaquim Levy (Fazenda), Nelson Barbosa (Planejamento), Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Edinho Silva (Secretaria de Comunicação da Presidência), além da presidente e do vice-presidente da República, Dilma Rousseff e Michel Temer. Outros também podem ser chamados.

 

Ainda em Brasília, depois da nova derrota imposta ao governo federal na Câmara, com a mudança na forma de cálculo do fator previdenciário, o clima esquentou por lá, e o vice-presidente Michel Temer, articulador político do governo, deu prazo de 60 dias para que seja encontrada uma solução negociada em relação ao caso. A questão deve ser discutida em um fórum com representantes dos trabalhadores, aposentados, empresários e governo.

 

Para o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, o Senado deve analisar com atenção a flexibilização do fator previdenciário, a fim de evitar um aumento de custos. Levy disse ainda, ontem à noite após participar de evento na capital paulista, que não devem ser aprovadas no Congresso medidas que exijam aumento de impostos. Porém, antes, na tarde de quinta-feira, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), já havia dito que a Casa também irá aprovar o projeto que acaba com o fator criado no governo FHC e adotar um novo cálculo para a aposentadoria.

 

Na agenda de eventos na capital federal, Levy cumpre apenas despachos internos, assim como o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, ao passo que Dilma recebe o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, às 9h30, entre outros compromissos.

 

O dia. Com isso, as atenções dos negócios locais devem ser voltar para o calendário de hoje, que traz dados relevantes sobre a economia dos Estados Unidos. Os investidores seguem ávidos por novas pistas quanto ao momento exato em que o Federal Reserve deve promover a primeira alta nos juros norte-americanos desde 2006.

 

O grande destaque é a produção industrial do país, que deve ter ficado estagnada em abril, após recuar em março. O dado será conhecido às 10h15, juntamente com os números da utilização da capacidade instalada. Na sequência, às 11 horas, também estará no foco a leitura preliminar de maio do índice de confiança do consumidor norte-americano, medido pela Universidade de Michigan.

 

A expectativa para o dado sobre o consumidor também é de manutenção no mesmo nível do mês passado. Antes, às 9h30, sai o índice Empire State de atividade manufatureira em maio e, à tarde, às 17h30, saem o fluxo de capital de/para os EUA em março.

 

Por ora, o sinal positivo prevalece nos mercados internacionais, à espera desses números. Na Ásia, a exceção ficou com a China, que caiu diante das preocupações de que a onda de IPOs no país irá atrair recursos já aportados nas ações e de que o lento crescimento econômico chinês irá prejudicar a temporada de balanços do país.

 

Já na Europa, as principais bolsas avançam, após a turbulência desta semana no mercado de bônus e em meio a um euro mais forte. A questão da Grécia continua sendo monitorada, diante das conversas entre autoridades gregas, líderes da zona do euro e o Fundo Monetário Internacional (FMI) hoje em busca de um acordo sobre a ajuda financeira, à medida que Atenas está ficando sem dinheiro e sem tempo.

 

Nesta manhã, a moeda única europeia está de lado, a US$ 1,14. Já os juros dos bônus soberanos se recuperam, com os investidores vislumbrando uma suavização na recente onda que varreu os títulos da região. Em Nova York, os índices futuros estão no azul.

 

A depender do resultado dos indicadores econômicos norte-americanos, sobretudo em relação à indústria e à confiança do consumidor, pode ser confirmada a sensação de que o Fed deve demorar um pouco ainda para subir o juro, com a economia do país ainda não madura o suficiente para receber a carga de um ciclo de aperto monetário na atividade. E essa leitura, confirmada ou não, tende a ter efeito não só sobre a T-note de 10 anos, mas também em cima do dólar.

 

Ontem, no mercado cambial doméstico, a moeda norte-americana encerrou o dia novamente abaixo da faixa de R$ 3,00, o que abriu espaço para uma recuperação da Bovespa, interrompendo duas quedas consecutivas. É válido lembrar que a proximidade do vencimento de opções sobre ações, na segunda-feira da semana que vem, já influencia o comportamento da bolsa doméstica, principalmente nas vedetes do exercício, Vale e Petrobras.

 

A estatal petrolífera, aliás, rouba a cena na noite de hoje, quando deve ser anunciado o balanço financeiro da companhia referente ao primeiro trimestre deste ano. Antes, pela manhã, sai o primeiro IGP de maio, o IGP-10, que deve registrar inflação de 0,75%, na mediana das expectativas do mercado doméstico.

 

O dado será conhecido às 8 horas. Em seguida, às 8h30, o Banco Central informa o seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), tido como um termômetro do PIB. O dado de março deve apontar queda, na comparação com fevereiro, mas alta em relação a um ano antes. Com isso, o acumulado no primeiro trimestre deve registrar recuos de 0,70% e de 1,40%, na mediana, em relação ao trimestre imediatamente anterior e ante igual período de 2014, respectivamente.

 

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