Amansando o dragão

17.04.2015

 

Dados de inflação ao redor do mundo estão programados para esta sexta-feira, e podem dar pistas sobre os próximos passos dos bancos centrais.

 

No Brasil, a prévia dos preços ao consumidor em abril, medida pelo IPCA-15, será divulgada às 9 horas. Mas nem a desaceleração do indicador para 1,02%, conforme a mediana das estimativas no mercado, deve mudar a aposta majoritária de um novo aperto de 0,50 ponto porcentual na taxa básica de juros (Selic) ao final deste mês. Em março, o IPCA-15 subiu 1,24%.   

 

Os Estados Unidos também informam, às 9h30, a inflação no varejo em março, que será observada com lupa, de olho no Federal Reserve. Ainda na agenda econômica norte-americana, saem, às 11 horas, o índice de confiança do consumidor e também os indicadores antecedentes, ambos no mês passado.

 

Na safra de balanços, tem General Eletric (GE) e Honeywell. Os índices futuros das bolsas de Nova York tem ligeiro viés negativo nesta manhã.

 

Já na zona do euro, depois das declarações da última quarta-feira feitas pelo comandante da autoridade monetária da região da moeda única, Mario Draghi, a queda de 0,1% do índice de preços ao consumidor (CPI) em março, em base anual, não foi determinante para os negócios. Afinal, Draghi disse que o relaxamento quantitativo (QE) irá continuar até que haja melhora sustentável da inflação. Em relação ao mês anterior, houve alta de 1,1% do CPI. Ambos os resultados eram esperados.

 

As principais bolsas europeias estão mais atentas à situação na Grécia, em meio aos ruídos nas declarações dos credores internacionais, por um lado, e de lideranças gregas, de outro, sinalizando que não haverá um acordo entre as partes antes do encontro do Eurogrupo, no dia 24. Os investidores estão observando a evolução nas negociações de Atenas após a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, avisar que não deixará a Grécia “pular” um pagamento da dívida ao credor.

 

Por sua vez, o ministro alemão de Finanças, Wolfgang Schaeuble, afirmou que “tudo está sendo levando em consideração”, no que se refere à Grécia, ressaltando que cabe ao país mediterrâneo se comprometer com as reformas necessárias, a fim de que seja liberada a ajuda financeira. Para ele, uma saída grega da zona do euro, o chamado “Grexit”, é “apenas uma decisão da Grécia”.

 

Em contrapartida, o ministro grego de Finanças, Yanis Varoufakis, disse que a Grécia quer chegar a um acordo até o fim de junho. A Bolsa grega ensaia ganhos, mas o juro dos títulos soberanos também avança, diante dos riscos de contágio. O aviso vindo da Alemanha pesa no euro, que perde terreno ante o dólar e também em relação ao franco suíço.

 

Entre as moedas de países emergentes, as expectativas por mais estímulos na China conduz o rublo russo à quinta alta semanal, enquanto a lira turca se enfraqueceu pela quarta vez nesta semana.  Economistas estão prevendo novas medidas vindas de Pequim, desde que a segunda maior economia do mundo registrou o nível mais baixo de crescimento em seis anos.

 

Nesta semana, por exemplo, o Banco Central chinês (PBoC) já reduziu a taxa de referência do mercado monetário pela sétima semana consecutiva, na mais longa sequência de queda em seis anos. A taxa de recompra reversa em operações de sete dias foi a 3,35%.

 

Mas nesta véspera de fim de semana prolongado no Brasil, por causa do feriado de Tiradentes na próxima terça-feira, a liquidez tende a diminuir e os investidores podem redobrar a cautela, assumindo posições mais defensivas. Ontem, a Bovespa realizou parte dos ganhos recentes e caiu 0,45%, ao passo que o dólar recuou pelo terceiro dia consecutivo, encerrado no menor valor desde o início de março.

 

A Petrobras foi novamente destaque, caindo um pouco, após acumular ganho superior a 25% nas últimas cinco sessões. Em novo comunicado, a estatal petrolífera reiterou que as demonstrações contábeis serão divulgadas no dia 22 de abril.

 

Ainda internamente, os investidores monitoram os compromissos oficiais do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, em Washington. Único do trio econômico que ficou no País, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, reúne-se com a presidente Dilma Rousseff, às 10 horas.

 

 

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