China sustenta bolsas nas máximas e balanço da Petrobras tem novo capítulo

10.04.2015

 

 

 

As bolsas internacionais amanhecem no azul nesta sexta-feira, com o índice europeu Stoxx 600 estendendo máximas históricas e caminhando para os maiores ganhos semanais desde janeiro. No ano, a alta já chega a 20%, ao mesmo tempo que o euro se enfraquece por causa dos estímulos monetários do Banco Central Europeu (BCE).

 

Fora da região da moeda única, a Bolsa de Londres também avança, apesar do crescimento menor que o esperado da produção industrial em fevereiro, de +0,1% ante o mês anterior e previsão de +0,3%. O índice FTSE é negociado em níveis recordes, acima dos 7.037,67 pontos visto pela última vez em março.

 

Do outro lado do Atlântico Norte, porém, a já esticada Wall Street ronda a linha d’água, uma vez que a ajuda do BC dos Estados Unidos (Federal Reserve) já fez com que as bolsas de Nova York mais que triplicassem de tamanho desde a mínima em 2009. O petróleo cai nesta manhã, mas o barril segue acima de US$ 50.

 

China. O dia também começa com um alívio, vindo da China, onde os temores de deflação se abateram, à medida que os preços das commodities se estabilizaram. Cabe certa ressalva em relação ao minério de ferro e à preocupação com as medidas de Pequim em relação ao setor siderúrgico doméstico.

 

De qualquer forma, o índice de preços ao consumidor chinês (CPI) subiu 1,4% em março, em comparação anual, no mesmo ritmo de fevereiro e ante estimativa na mídia estrangeira de +1,3%. Os preços ao produtor (PPI), por sua vez, caíram 4,6%, na segunda maior queda, menor apenas que a do mês anterior, de -4,8%, na mesma base. No atacado chinês, os preços caem há uma sequência recorde de 37 meses.

 

O Banco Central do país (PBoC) reiterou sua política vigilante. O presidente da instituição, Zhou Xiaochuan, acrescentou ainda que o BC chinês tem “espaço para reagir”. Ainda sobre a autoridade monetária do gigante emergente, destaque para a promoção do diretor-geral do Departamento de Política Monetária no PBoC, Zhang Xiaohui, que após uma década no cargo tornou-se assistente do comandante. 

 

Xiaochuan, aliás, já foi alvo de especulações sobre quando sua passagem de 12 anos na presidência do PBoC terá um fim. Em reação à suavização das pressões deflacionárias na China, a Bolsa de Xangai, enfim, fechou acima da marca psicológica dos 4 mil pontos, pela primeira vez desde 2008. A alta foi de 1,9%.

 

Em Hong Kong, os ganhos foram de 1,7%, ampliando o salto na semana para 10% - o maior no período desde dezembro de 2011. A Bolsa de lá, que não faz parte da chamada China Continental, caminha para ultrapassar a Bolsa de Tóquio e assumir a posição de terceiro maior mercado acionário do mundo, diante da forte demanda por ações chinesas na antiga colônia britânica.

 

Brasil. Vedete do dia de ontem, quando a alta de pouco mais de 9% em cada ação da Petrobras garantiu ligeiros ganhos à Bovespa, ainda abaixo dos 54 mil pontos, a novela envolvendo o balanço financeiro da estatal petrolífera tem um novo capítulo nesta sexta-feira. Segundo a mídia imprensa local, a empresa estima que as perdas com o esquema de corrupção no âmbito da Operação Lava Jato ficará entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões e deve constar no resultado de 2014.

 

O valor corresponde a 3% dos ativos suspeitos de algum tipo de desvio - o porcentual mais alto relatado nas delações premiadas. A nova data em que é esperada a divulgação do balanço, no mercado, é 17 de abril. Dia de reunião do Conselho da empresa que, por sua vez, quer apresentar seus demonstrativos financeiros até o dia 20 deste mês. Ontem, a presidente Dilma Rousseff fez questão de frisar, em discurso, que a faxina na Petrobras já foi feita.

 

Ela, aliás, tem uma agenda extensa de compromissos na Cidade do Panamá, onde acontece a cúpula sobre o clima. Dilma tem encontros que vão de presidentes de nações, como Enrique Peña Neto, do México, e Cristina Kirchner, da Argentina; a chefes de empresas, como Mark Zuckerberg, do Facebook.

 

Já o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, participa de reunião do Confaz, pela manhã e, à noite, tem sessão solene pelos 50 anos do CMN.

 

Entre os indicadores econômico, logo cedo, às 8 horas, tem a primeira prévia do mês do IGP-M e, em seguida, às 9 horas, é a vez das estimativas para a safra agrícola. Nos Estados Unidos, saem os preços de produtos importados (9h30) e o relatório do orçamento (15h).

 

 

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