Morde e assopra

09.04.2015

 

 

A Fitch não chegou a assustar, mas serviu de alerta. Era hora do almoço, quando a agência de classificação de risco anunciou a revisão, de estável para negativa, da perspectiva da nota soberana do Brasil.

 

O chamado rating seguiu como grau de investimento e não trouxe maiores surpresas, visto que havia certo “descasamento” na avaliação em relação as outras duas grandes agências, Moody’s e Standard & Poor’s (S&P), mais à frente em relação à Fitch. De certa forma, juntas, as três estão dando um “voto de confiança” à equipe econômica, mas o recado ao governo Dilma está dado.  

 

Os sinais, agora, são de maior articulação política pela aprovação do ajuste fiscal. Ainda assim, houve um vaivém nos mercados domésticos. O dólar foi e voltou, e acabou fechando em alta, indo a R$ 3,06.

 

As taxas de juros futuros acompanharam o movimento no câmbio, sendo que, em ambos os mercados foi interrompida uma sequência de sete pregões seguidos de baixa. Na curva a termo, já há sinais de alívio na política de juros, com apostas mais firmes de que o Banco Central brasileiro desacelere o ciclo de aperto da Selic para apenas 0,25 ponto porcentual no fim deste mês.

 

Entre as bolsas, a brasileira “patinou” pelo terceiro dia consecutivo. Porém, era difícil resistir à disparada de 9% em cada ação da Petrobras (ON e PN), diante das expectativas pelo balanço com as baixas contábeis devido à corrupção praticada no âmbito da Lava Jato.

 

Com isso, o Ibovespa subiu 0,26%, novamente testando os 54 mil pontos e seguindo colado à média móvel de 200 dias (MM200), mas sem superá-la. O contrato futuro do índice, é bom lembrar, vence na quarta-feira da semana que vem (dia 15), dois dias antes da reunião do conselho da estatal petrolífera (17) - nova data em que se espera a publicação dos resultados.

 

Mercado de capitais. Os ministros das Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, participaram de encontro na Anbima para discutir o desenvolvimento do mercado de capitais, a fim de criar melhores condições para a retomada do investimento. 

 

 

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